Projeto final estabelece construção de menos prédios na Vila Olímpica
Luiz Ernesto Magalhães (luiz.magalhaes@oglobo.com.br)

RIO – Considerada a instalação mais importante das Olimpíadas de 2016, a vila na Barra da Tijuca onde ficarão hospedados os mais de 18 mil atletas do evento acaba de ter seu plano diretor de ocupação finalizado. O projeto da construtora Carvalho Hosken apresenta mudanças em relação ao apresentado durante a campanha do Rio para receber os Jogos. No lugar dos 48 prédios com 2.880 apartamentos de três e quatro quartos previstos inicialmente, a Vila Olímpica terá 40 edifícios com 3.528 unidades de dois, três e quatro quartos. O condomínio na Avenida Salvador Allende ocupará 400 mil metros quadrados, o equivalente a metade do bairro do Leblon. As áreas remanescentes do terreno também serão aproveitadas durante as Olimpíadas, com instalações provisórias, como a sede do sistema de segurança e um restaurante industrial.
O gabarito permaneceu em 12 pavimentos, conforme a proposta original entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI). Os prédios serão agrupados de modo que, quando forem entregues aos compradores, depois das Olimpíadas, formem sete condomínios distintos. Em referência aos Jogos, cada condomínio levará o nome de um continente.
Segunda vila ficará no papel
A construtora também desistiu de erguer um segundo condomínio no Morro do Outeiro (vizinho à futura Vila Olímpica), que serviria de hospedagem para a imprensa (a Vila de Mídia), com até 21.300 quartos. O empresário Carlos Carvalho explicou que a obra deixou de ser necessária, após a decisão da prefeitura de transferir a construção de dez mil quartos da Barra para a Zona Portuária. Além disso, os novos hotéis em construção no Rio absorverão a demanda restante por quartos.
Fonte: O Globo














