Publicado em: sex, mar 26th, 2010

Justiça lacra imóvel do Hospital Evangélico

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.



Além da suspensão das atividades, o juiz Tiago Gagliano Alberto determinou que fossem enviados ofícios à prefeitura.



Justiça determinou a suspensão do serviço de atendimento ambulatorial prestado pelo Hospital Evangélico em imóvel alugado na Avenida Sete de Setembro, no centro de Curitiba.

A decisão, expedida pela 4.ª Vara Cível de Curitiba, também prevê que o imóvel seja lacrado. A medida atende a uma solicitação do condomínio Giuseppe Todeschini, do qual faz parte o imóvel. O condomínio acusa a mantenedora do hospital de prestar o serviço de atendimento sem ter alvará da prefeitura de Curitiba para funcionar no local.

Além da suspensão das atividades, o juiz Tiago Gagliano Alberto determinou que fossem enviados ofícios à prefeitura, para que fosse verificado a ausência de alvará para funcionamento da atividade no local.

O magistrado solicitou ainda que o Ministério Público Estadual investigasse a possível irregularidade a respeito da ausência de autorização para funcionamento. Para o advogado do condomínio, Leonardo Cesar de Agostini, além de ser vedada pelas normas internas do prédio, a atividade desenvolvida pelo hospital é potencialmente nociva à saúde dos próprios usuários dos serviços, uma vez que “sem autorização da prefeitura, pressupõe que existe risco à coletividade”.

Segundo Agostini, os moradores passaram a reclamar do grande fluxo de pessoas depois que o proprietário de uma das sobrelojas e de parte do andar térreo locou o espaço, com cerca de 1,4 mil metros quadrados, para a mantenedora do hospital.

De acordo com Agostini, a administração do hospital providenciou uma abertura da parede que separa o prédio que centraliza a maior parte dos atendimentos com o espaço locado no condomínio Giuseppe Todeschini.

“Com essa ligação, que também é irregular, os moradores reclamaram de um fluxo de 400 a 600 pessoas por dia nas dependências do prédio, sem contar as filas que se formam em frente ao edifício às quatro da manhã”, afirma.

O advogado afirma que os moradores do condomínio ficaram assustados com a variedade de enfermidades atendidas no local. “As pessoas relatam atendimento de doenças que ultrapassam a atividade clínica básica”, diz.

Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Evangélico, o Centro Médico Evangélico dispões de 36 especialidades, que atendem cerca de 800 pacientes por dia, dos quais 80% correspondem ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o órgão, o hospital centralizou no edifício da Avenida Sete de Setembro o atendimento ambulatorial que era prestado por 17 clínicas. A assessoria ressaltou que o Centro Médico Evangélico recebeu a notificação e deve recorrer, já que discorda da decisão judicial.

Por: Newton Almeida

Fonte: Parana-online

Mostrando No Comments
Have Your Say
  1. Jose Guioto disse:

    Boa tarde,tanta coisa pra justiça se preocupar vai se preocupar com quem esta fazendo o bem para todos que é a coisa mais iportante(saúde)tantas irregularidades que tem por ai ninguem liga,começando dentro da própria justiça,por favor né……tenham dó do povo pelo menos um pouquinho.

Deixe um comentário

You must be Logged in to post comment.

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.