Conheça os melhores projetos da Casa Cor Minas 2011
Júri formado por profissionais especializados selecionou os melhores ambientes da mostra em seis categorias.
Jardim de entrada da mostra, com escultura de César Lins.
A Casa Cor Minas abriu as portas da sua 17ª edição em Belo Horizonte no dia 20 de agosto, e um júri formado por profissionais especializados já selecionou os melhores projetos da mostra. Foram avaliadas seis categorias: Projeto Mais Original, Projeto Mais Ousado, Melhor Projeto de Uso Público, Melhor Projeto Comercial, Melhor Projeto de Paisagismo, Melhor Projeto em Casa Cor. Para conhecer cada um dos ambientes, veja a galeria de fotos ao final da matéria.
Projeto Mais Original: Bilheteria e Foyer
Foyer, palavra de origem francesa, que significa salão nos teatros onde as pessoas possam se reunir durante o intervalo dos espetáculos. Daí nasceu o conceito do projeto das profissionais Mariana Borges e Thaysa Godoy para transformar os 80 metros quadrados de vão livre do espaço em um salão de expectativas, um lounge para receber os amigos, ou, simplesmente, para relaxar e ouvir uma boa música. Tudo isso num misto de cores, sons, formas e tecnologia interagindo-se harmoniosamente bem. A sustentabilidade é uma das características marcantes no ambiente: foi usada madeira de demolição de mais de cem anos restaurada e aplicada em toda a extensão da fachada, piso cimentício que imita com singular perfeição um piso de madeira, lareira à base de etanol e lâmpadas de LED. Toda a marcenaria interna, desenhada com primor pelas profissionais, foi executada com MDF laminado que é um material composto e ecologicamente correto que imita com perfeição uma madeira natural e consegue aplicar ao ambiente uma incrível beleza estética. Um ambiente inteiramente elaborado a partir de um conceito estético antenado às tendências do design e da decoração na busca constante do conforto e da receptividade, perfeitamente adaptável às residências de todos os visitantes que por lá passarem. Este é, entre outros, um dos seus pontos diferenciais: que o visitante consiga vislumbrar a possibilidade de ter em sua residência tudo o que ali está exposto.
Projetos Mais Ousados: Loft Ronaldo Fraga e Home Office
Loft: Idealizado para homenagear o estilista Ronaldo Fraga, o ambiente foi inspirado na vida desse profissional que viaja constantemente e utiliza uma moradia satélite que poderia ser alocada em qualquer lugar do mundo. O espaço integra quarto, banho e cozinha e se baseia no conceito de lofts dos EUA dos anos 70. Utilizou-se o efeito concreto, iluminação industrial, madeira, couro, peças customizadas e de reaproveitamento. A plotagem imitando o ladrilho hidráulico está presente na parede da cozinha (desenho do arquiteto) minimizando custos de fabricação, além da possibilidade de utilização da luz natural pelos grandes vãos em vidro e uso da tecnologia da automação, uma prática que alia conforto e economia. Como diferencial, pode ser destacado o mix de materiais. A memória afetiva do homenageado é resgatada nas plotagens de desfiles e croquis em texturas inovadoras, na colcha de fuxico e no manto “Semblantes” de Bispo do Rosário. Profissional responsável: Cioli Cássius Stancioli, arquiteto e designer.
Home Office: No mundo moderno, o tempo vale ouro e está mais curto. As pessoas têm de realizar várias tarefas ao mesmo tempo. O homem deve ser excelente profissional e ainda estar em forma. E foi pensando no cotidiano de um jovem empresário que a arquiteta Sandra Diniz especificou um home office multiuso, que é a descrição de praticidade e bom gosto. Trabalho, relaxamento e cuidado com o corpo são as propostas do ambiente. A chaise e o painel para TV de vidro convidam a uma pausa. Já a preocupação com o corpo é simbolizada por elementos verticais, como organizador de pesos, a barra para exercício e outros. O revestimento eco dreno de uso externo, porém aplicado no interior do ambiente, a manta acústica impactsoft, a releitura de cimento natado no piso e a praticidade das estantes em drywall, além da mesa e gaveteiros dão o tom sofisticado e prático. A ideologia não poderia ser outra: trabalhar é importante, mas viver com qualidade e prazer é fundamental. Profissional responsável: Sandra Diniz, arquiteta.
Melhor Projeto de Uso Público: The Art Bistrô e Disco Lounge Interativo
The Art Bistrô: O ambiente foi todo trabalhado para proporcionar conforto e satisfação ao público da Casa Cor. As tendências essenciais do projeto, escolhidas pela profissional Ana Paula Paolinelli, são as texturas mostradas na feira de Milão de 2011: papel que imita tecido matelassado; painéis em ripas de madeira com alto e baixo no relevo; tiras de espelho bronze que proporcionam textura e movimento ao material polido; mármore travertino sintético, que é ecologicamente correto; assim como o piso PVC, que imita madeira de demolição; deck de eucalipto de reflorestamento; lareira elétrica; lustre de cristal e tecido para sofisticar os ambientes. O mobiliário é vintage e contemporâneo.
Disco Lounge Interativo: Um Disco-Lounge Interativo, medindo 73,80 m2, é a proposta dos profissionais para um dos maiores ambientes da Casa Cor deste ano. Ele traz a nostalgia e o charme do mobiliário vintage convivendo com a ousadia e a tecnologia da música eletrônica. Os criadores convidam o público para uma experiência de envolvimento e de diferentes sensações, já que as pessoas é que escolhem a viagem que querem fazer pelas canções das décadas de 1970 até hoje. O ambiente foi concebido em diferentes níveis, em que cores, texturas e a iluminação conduzem os visitantes até o lounge, passando por um painel interativo que apresenta a árvore genealógica da música eletrônica, onde os usuários podem interagir e conhecer a história da música eletrônica por um visualizador gráfico projetado no ambiente. A sustentabilidade foi uma preocupação em todo o processo de criação. Assim, entre os materiais usados, há um painel de MDF revestido por uma camada de garrafas PET. A iluminação foi toda projetada com cuidados ecológicos, usando LEDs e formando um espetáculo luminotécnico acolhedor e agradável, para as pessoas dançarem e curtirem o ambiente. Profissionais responsáveis: Flávia Freitas, engenheira civil, designer de interiores, Light Design, Luciano Costa, engenheiro civil, designer de interiores, máster em Arquitetura, e Maria Aparecida Teles, arquiteta.
Melhor Projeto Comercial: Lounge Clube A
Alicerçado nos conceitos de sustentabilidade e funcionalidade, o Lounge do Lazer, da arquiteta Ana Paula Massote Rohlfs, terá cinco ambientes integrados: lounge, bilhar, espaço de conversação, espaço leitura e balcão de bar. A intenção é fazer os visitantes se sentirem em casa, o que é tendência na atual arquitetura de interiores. Foram utilizadas 170 peças de pinus, tonalizado e imunizado no tamanho de 4,5 m x 0,25 m, que serão a coluna vertebral deste projeto. As longarinas, o bilhar com design contemporâneo, o castelato, o mármore moon face bruto e piso laminado level são as grandes novidades que merecem destaque no ambiente. Além disso, o jardim com árvores melaleucas, de 4m de altura, dá o toque de descontração no mobiliário em madeira certificada, mesa com cerâmica vitrificada, design da arquiteta, e poltronas contemporâneas.
Melhor Projeto de Paisagismo: Jardim do Encontro
O ambiente é um espaço onde as pessoas podem se encontrar, sentar, observar a natureza e apreciar obras de arte. Foi criado a partir de reminiscências da infância no interior, quando as praças eram utilizadas para conversar e encontrar amigos e até fazer footing. Os profissionais Clarice Maia, Erika Maia, Elvira Guimarães e Pedro Henrique Murta criaram um jardim aconchegante, onde as pessoas podem viver experiências visuais e táteis, ricas em texturas, cores, formas, além de observarem as belíssimas obras de um grande escultor mineiro, Leandro Gabriel. O conceito de sustentabilidade é observado nas esculturas que utilizam materiais de refugo, velhas chapas de ferro, velhos discos de tratores e sucatas.
Melhor Projeto em Casa Cor: Sala de TV
O que facilitaria a execução do espaço e ao mesmo tempo criaria um pano de fundo interessante para um ambiente de estar? Uma caixa de madeira. Esse foi o ponto de partida da arquiteta Bernadette Correa para começar a pensar no espaço que é uma sala de televisão. O lyptus foi a madeira escolhida não só pela aparência e textura, mas também por ser ecologicamente correta. Para dar contraste ao uso da madeira, o mobiliário é todo em preto e branco. Mais que uma sala de televisão, a ideia é ser um espaço com usos variados, como leitura, jogos, trabalho, estudo e relaxamento. Arrematando o projeto, uma cortina com tecido em linho branco emoldura a persiana em madeira.
O júri foi formado por Dan Zecchinelli, publicitário, Eduardo Gontijo, psicanalista e fotógrafo, Euler Andrade, publicitário, Fernando Ramos, arquiteto, Graça Otoni, estilista, Hélio Lauar, psiquiatra e colecionador de arte, Hindy Brandão, antiquária, Janine Ester, jornalista e editora da Revista Habitat, e Mary Figueiredo, designer. A Casa Cor escolheu uma seleção de jurados que possuíssem um olhar apurado a respeito das questões estéticas e que ao longo da visita nos ambientes não houvesse conhecimento da autoria dos trabalhos, para evitar influências de qualquer tipo. A escolha dos projetos premiados é de critério exclusivo dos jurados e os prêmios concedidos para mais de um projeto foram devidos a empates na escolha dos jurados.
Além dessa premiação, haverá ainda a formação de um outro júri técnico que irá avaliar as questões voltadas para sustentabilidade nos projetos.
Fonte: Imovelweb














